O NATAL EM CADA CANÇÃO – 2

Natal Franciscano

CADA CANÇÃO AJUDA A ACORDARMOS PARA A NOBREZA DE NOSSA IDENTIDADE.

Canções nos fazem hóspedes da eternidade inquietando as horas do nosso tempo. Cantar nos dá o júbilo, a alegria de saborear a eternidade no tempo, como algo próprio de uma existência religiosa. Música é o tempo escutando a eternidade. Diz Arcangelo Buzzi: “A existência religiosa é feita de instantes, em que o tempo e a eternidade se compenetram sem cessar, em que estão em mútuo conluio”.

Canções de Natal mostram que a Encarnação de Cristo é a plenitude da Eternidade na plenitude do tempo. “Mas quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho que nasceu de uma mulher” (Gl 4,4). A Encarnação é, pois, o instante em que a eternidade se temporiza e é o instante em que o tempo se eterniza. É um momento de pura graça “em que sentimos e experimentamos que somos eternos” (Baruch de Spinosa (1632-1677). Tempo e eternidade vem a ser o maior de todos os presentes da Graça.

“Assim é o ser humano: quando os bens estão presentes, e mesmo um Deus. Cuida dele com seus dons. Nomeia o que mais ama, e agora tem para isso nascer palavras como flores” (Hölderlin).

Nesta tempo de Natal há muitas músicas para se ouvir e cantar. O que isto significa? Por natureza, o ser humano possui pensamento, voz e linguagem. Guarda-se a concepção de que, à diferença da planta e do animal, o ser humano é o ser vivo dotado de linguagem. Nela se diz que a linguagem é o que faculta o ser humano a ser o ser vivo que ele é, enquanto espécie humana. Enquanto aquele que fala e canta o ser humano é: espécie humana. A sua linguagem pertence à vizinhança mais próxima de todos os seres.

Em cada canção queremos realizar uma ação para descobrir a vida. Para encontrarmos a evidência das coisas e morarmos no Reino do Amor, precisamos aprender a entrar numa íntima comunhão com a vida. Cada canção ajuda a acordarmos para a nobreza de nossa identidade.

“Um mistério, o que tudo brota de um puro princípio. As canções querem desvendar este princípio. Assim como principias, deves permanecer. Pois, por mais que possa o rigor da disciplina, o mais poderoso é o Nascimento e o raio de luz que cinge a fronte do Menino recém-Nascido” (Hölderlin).
CONTINUA
FREI VITORIO MAZZUCO

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