Carta Franciscana para o Ano da Vida Consagrada

Em destaque

Etiquetas

, , ,

Ano da Vida Consagrada 2015

Mensagem do Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores para o Ano da Vida Consagrada.

Paz e Bem!

Este texto vai nos ajudar em nossos encontros e celebrações em nossas próximas visitas às nossas fraternidades de toda a nossa Família Franciscana, recomendamos pois, que todos possam ler e divulgar para que se torne conhecido por todos os irmãos.

Recomendamos, de modo especial, a todos os nossos Benfeitores das Vocações Franciscanas, para que nos possa inspirar e motivar na promoção vocacional junto aos nossos jovens, particularmente a JUFRA, em todas as comunidades e paróquias.

Um abraço fraterno de Paz e Bem!

Somos testemunhas da Luz

Etiquetas

,

«Ele veio para dar testemunho da Luz»

Como é que Cristo veio? Apareceu como homem. Porque Ele era homem ao ponto de Deus estar escondido nele, foi enviado à sua frente um homem notável, para obrigar a reconhecer que Ele, Cristo, era mais do que um homem. […] Quem era ele, esse que assim havia de dar testemunho da Luz?

Era um ser notável, este João, um homem de um mérito e de uma graça eminentes, de uma grande elevação. Admira-o, mas como se admira uma montanha: a montanha fica nas trevas até que a luz venha envolvê-la, e «este homem não era a Luz». Não tomes a montanha pela luz; não aconteça que, longe de aí encontrares socorro, te quebres contra ela. O que devemos então admirar? A montanha, mas como montanha.

Eleva-te até Àquele que ilumina esta montanha que se ergueu para ser a primeira a receber os raios do sol, a fim de os reenviar para os teus olhos. […] Dos nossos olhos se diz também que são luz; e contudo, se não se acender a lâmpada à noite, ou o sol não nascer durante o dia, os nossos olhos abrem-se em vão. João foi também trevas antes de ser iluminado; só se tornou luz por essa iluminação. Se não tivesse recebido os raios da Luz, teria ficado nas trevas como os outros. […] E a própria luz, onde está ela? «A Luz verdadeira que ilumina cada homem ao vir a este mundo»? (Jo 1,9) Se ilumina cada homem, iluminava também João, através de quem Se queria manifestar. […] Ele vinha para inteligências enfermas, para corações feridos, para almas de olhos doentes […], gente incapaz de O ver directamente. Ela cobriu João com os seus raios. Proclamando que ele próprio fora iluminado, João deu a conhecer Aquele que ilumina, Aquele que aclara, Aquele que é a fonte de todos os dons.

Fonte: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja Sermões sobre o Evangelho de São João, nº 2, §§5-7

Testemunho franciscano da OFS

Etiquetas

, , , ,

José de Ribamar Castro OFS

A nossa Família Franciscana se alegra com a eleição de nosso irmão José de Ribamar Castro, OFS, que no dia 19 de novembro, foi eleito como novo Desembargador do Estado do MA. Castro concorreu à vaga com outros onze candidatos, pelo critério de merecimento, e ficou em primeiro lugar, com 1.948 pontos.

Nosso irmão Castro, membro da Ordem Franciscana Secular – OFS, com um testemunho de muitos anos junto a nossa fraternidade franciscana e membro ativo da Paróquia de Nossa da Glória (OFM), mantém a tradição franciscana de irmãos juristas, como p.ex. Tomás de Celano, primeiro biógrafo de São Francisco.

Nos alegramos, como também, desejamos sempre mais nos animar em nossa responsabilidade como franciscanos, de testemunharmos no mundo secular, a riqueza e o valor do nosso carisma para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Neste Domingo passado, dia 30 de novembro, às 7h30 da manhã, se realizou a missa em ação de graças com a presidência de Fr Francisco Heleno, pároco da Glória, e muitas lideranças das comunidades; dia em que também ocorreu o encontrão com toda a Família Franciscana da ilha de São Luis que muito se alegrou com toda a OFS.

Parabéns ao nosso irmão Castro, assim como, a toda a OFS, que a exemplo de São Francisco e Santa Clara, corajosamente assumem sua missão em nossa sociedade como Menores em favor do menores.

Nossa oração e abraço fraterno de Paz e Bem!

Nossa Família Franciscana do MA,

Fr Bernardo Brandão, OFM, Ministro Provincial OFM MA/PI.

Encontrão Franciscano da FFB

Etiquetas

, , , ,

Encontrão Franciscano da FFB

Neste primeiro Domingo do Advento e início do Ano dedicado a Vida Consagrada, ocorreu na Paróquia da Glória/São Luis – MA, o tradicional encontrão franciscano da ilha, com a presença da Família Franciscana da cidade de São Luis, com muita alegria e entusiasmo. Estiveram presentes muitos jovens religiosos (as), a OFS e a JUFRA. Houve um momento de estudo e reflexão sobre a nossa presença no mundo de hoje, desafios e esperanças, planejamento e propostas para o novo ano de atividades de 2015. Nossos parabéns a toda a FFB de São Luis do MA.

Aproveitamos para convidar a todos para a Celebração da renovação dos votos dos estudantes franciscanos, OFM, próximo Domingo, dia 07 de Dezembro, às 19h na Igreja da Glória, vésperas da Solenidade da Imaculada Conceição.

Sejam todos Bem Vindos, Paz e Bem!

Novena da Imaculada Conceição

Novena 1 dia

Hoje somos convidados a iniciar a nossa novena à Imaculada Conceição de Maria, começando hoje, dia 29, até o dia 8 de Dezembro. É uma Solenidade de grande importância para a vida de todo cristão, uma Solenidade Cristológica, pois no centro se encontra o Cristo que se encarna no seio imaculado de sua Mãe Maria.

Este é um momento de particular consagração ao seguimento de Jesus Cristo, pelas mãos de sua Mãe Maria; momento de renovação e de um novo recomeço em nosso itinerário espiritual.

Com Maria iniciamos o Solene tempo do Advento e o Ano da Vida Consagrada! Maria é a nossa fiel companheira em toda a nossa Peregrinação, com ela, compreendemos toda dor, toda esperança, toda busca.

Consagremos nosso peregrinar à Imaculada Conceição, à Mulher vestida de Sol (Apocalipse Cap. 12). Maria, minha Advogada e Senhora de meu coração, caminha conosco, socorre-nos em todas as nossas lutas.

Uma abençoada novena a todos! Paz e Bem!

Hoje celebração às 19h na Matriz da Sagrada Família!

São Luis, MA, Conjunto Maiobão!

Solenidade de todos os Santos da Ordem Seráfica

Etiquetas

,

10435903_1027225030636218_1569525696658119738_n

Hoje lembramos a todos de Celebrarem com alegria a Solenidade de todos os Santos da nossa Ordem Franciscana. Cada um em particular, em suas orações pessoais, como também, em nossos encontros e celebrações nas fraternidades, comunidades e Paróquias onde participamos.

Santos canonizados da primeira ordem, OFM, 110; Santas canonizadas da segunda ordem, 9; Santos e Santas canonizados da terceira ordem regular e secular, 53; Religiosos da primeira ordem beatificados, 161; Religiosas da segunda ordem beatificadas, 34; da terceira ordem regular e secular, 95 beatificados. Total de membros das ordens franciscanas canonizados e beatificados, no fim do milênio, 482.

A ordem franciscana recolhe-se em oração festiva para contemplar a grandiosa árvore de santidade nascida daquele livrinho que Francisco dizia ter recebido do próprio Jesus e constituía a “medula do Evangelho”.

Um abraço fraterno a todos, que com alegria e fidelidade, percorrem o caminho de santidade da forma de vida de São Francisco e Santa Clara de Assis, Paz e Bem!

Ano da Vida Consagrada

O que o Papa espera do Ano da Vida Consagrada?

Em uma carta para o mundo religioso, Francisco indica metas e expectativas para este “ano de graça” que começará no dia 30 de novembro e irá até o 2 de fevereiro de 2016

Por Salvatore Cernuzio

Papa Francisco com São FranciscoEscreve como Sucessor de Pedro Papa Bergoglio a todos os religiosos e religiosas do mundo, por ocasião do Ano da Vida Consagrada que começará no próximo dia 30 de novembro, e terminará no dia 2 de fevereiro de 2016. Mas se dirige a eles também como “irmão”, “consagrado a Deus como vós”, na carta do 21 de novembro publicada hoje.

Uma carta longa e articulada, na qual o Papa dá algumas ideias e indicações para viver este Ano, por ocasião do 50º aniversário da Constituição dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja e do Decreto Perfectae Caritatis. Nesse Francisco também indica os objetivos que tal iniciativa se propõe, os mesmos – escreve – já indicados por são João Paulo II à Igreja do terceiro milênio na Exortação pós-sinodal Vita Consacrata.

Objetivos

Para viver plenamente este Ano, afirma Bergoglio, é preciso olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar com esperança o futuro.

O passado não para “fazer arqueologia ou cultivar a nostalgia inútil”, mas porque lembrar do próprio começo “e uma forma de manter viva a identidade” e fortalecer a unidade da família. E é um modo também para descobrir “incoerências, fruto das debilidades humanas, às vezes também a obrigação de alguns aspectos essenciais do carisma”, conscientes, porém, que “tudo é instrutivo e junto se torna apelo à conversão”.

Observar o presente é útil para compreender se o Evangelho é verdadeiramente o vade-mécum para a vida e as escolhas de cada dia, explica o Santo Padre. Porque “não é suficiente para lê-lo (ainda que a leitura e o estudo são de extrema importância), não basta meditá-lo (e o fazemos com alegria a cada dia). Jesus nos pede para vive-lo, para viver as suas palavras”. Além do mais, continua o pontífice, “o Ano da vida consagrada nos questiona sobre a fidelidade à missão que nos foi confiada”, para debater se os ministérios e obras realizadas até agora “respondem ao que o Espírito pediu aos nossos Fundadores” e “são adequadas para conseguir as finalidades na sociedade e na Igreja de hoje”. “Viver o presente com paixão – continua ainda Francisco – significa se tornar especialista de comunhão’”. E “em uma sociedade do conflito, da difícil convivência entre culturas diferentes, do esmagamento dos mais fracos, das desigualdades”, é fundamental mostrar “um modelo concreto de comunidade” que vive em “relações fraternas” segundo “a mística do encontro”.

Falando do futuro, o Papa enumera as dificuldades enfrentadas pela vida consagrada: a diminuição das vocações e o envelhecimento, os problemas econômicos dada as crises financeiras mundiais, a internacionalidade e a globalização, o relativismo, a marginalização, a ‘irrelevância social… No entanto, diz, “nestas incertezas é realizada a nossa esperança”. Uma esperança que “não se baseia em números ou em obras, mas naquele em quem depositamos nossa confiança e para quem “nada é impossível”. Portanto, recomenda o Pontífice, “não ceder à tentação dos números e da eficiência, muito menos naquela de confiar nas próprias forças”. O chamado vai especialmente aos jovens que são o “presente”, porque oferecem “uma contribuição determinante com o frescor e a generosidade” das suas escolhas, e ao mesmo tempo o futuro “porque em breve – destaca o Papa – sereis chamados a tomar em vossas mãos a liderança da animação, da formação, do serviço e da missão”.

Expectativas

Na segunda parte da carta, o bispo de Roma começa com uma pergunta: “O que eu espero, em particular, deste ano de graça da Vida consagrada?”. Em primeiro lugar, escreve, “que seja sempre verdade que onde há religiosos haja alegria”. Isso significa que “somos chamados a mostrar que Deus é capaz de encher nossos corações e nos fazer felizes, sem necessidade de procurar em outro lugar a nossa felicidade”. E que tal alegria se alimenta com “a autêntica fraternidade vivida em nossas comunidades” e com o “dom total no serviço da Igreja, das famílias, dos jovens, dos anciãos, dos pobres”.

“Que entre nós não haja rostos tristes, pessoas infelizes e insatisfeitas”, recomenda Bergoglio. Claro – admite – “também nós, como todos os outros homens e mulheres, sentimos dificuldades, noites do espírito, decepções, doenças, perda das forças devido à idade avançada”. Precisamente nesta ocasiões, porém, é necessário encontrar a “perfeita alegria”, de modo que, “em uma sociedade que ostenta o culto da eficiência, do salutismo do sucesso, possa-se concretizar as palavras de São Paulo: “Quando sou fraco , então é que sou forte”.

Não nos esqueçamos, porém, que “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”, lembra Francisco, citando a Evangelii gaudium. Portanto, “a vida consagrada não cresce se organizamos belas campanhas vocacionais, mas se os jovens e as jovens que nos encontram se sentem atraídos por nós, se nos veem homens e mulheres felizes!”.

Com esta mesma alegria os consagrados são chamados a “acordar o mundo” e a serem “profetas”. Nesta perspectiva, mosteiros,  comunidades, centros de espiritualidade, cidades, escolas, hospitais, casas-família, tornaram-se mais e mais “o fermento para uma sociedade inspirada no Evangelho”.

Mais uma vez, então, um apelo à “comunhão” que se exercita principalmente dentro das respectivas comunidades do Instituto. Aqui – destaca com vigor o Pontífice – atitudes como críticas, fofocas, invejas, ciúmes, antagonismos “não têm o direito morar”. Enquanto têm direito à residência a acolhida e atenção recíprocas, a comunhão dos bens materiais e espirituais, a correção fraterna e o respeito pelas pessoas mais fracas”.

Consolidada no próprio Instituto, esta comunhão em seguida, se abre ao exterior, tendo em conta principalmente a relação entre pessoas de diferentes culturas e daquela com os membros dos diferentes institutos. “Não poderia ser este Ano a ocasião para sair com maior coragem dos limites do próprio instituto para elaborar juntos, a nível local e global, projetos comuns de formação, de evangelização, de intervenções sociais?”, sugere Francisco. Dessa forma se preservaria “da doença da auto-referencialidade”.

O convite, então, é aquele tipicamente ‘bergogliano': “Sair de si mesmos para ir às periferias existenciais”. Porque “existe toda uma humanidade que espera”: pessoas “que perderam toda esperança, famílias em dificuldade, crianças abandonadas, jovens aos quais se impede todo futuro, enfermos e idosos abandonados, ricos saciados de bens e com um vazio no coração, homens e mulheres em busca do sentido da vida, sedentos do divino…”.

Ante tal desconforto generalizado não se pode deixar “asfixiar pelas pequenas encrencas de casa” ou pelos problemas pessoais. “Estes – assegura o Papa – se resolverão se saírem para ajudar os outros a resolverem os seus problemas e a anunciar a Boa Nova. Encontrareis a vida dando a vida, a esperança dando esperança, o amor amando”.

Tudo isso deve ser traduzido em ações concretas “de acolhimento de refugiados, de proximidade com os pobres, de criatividade, na catequese, no anúncio do Evangelho, na iniciação à vida de oração”. E mesmo no “emagrecimento das estruturas” e na “reutilização das grandes casas em favor das obras mais adequadas às atuais exigências da evangelização e da caridade”.

Os horizontes do Ano da Vida Consagrada

Indo além dos limites dos Institutos de Vida Consagrada, o Papa, na terceira parte da carta, se dirige aos leigos que, com os consagrados “compartilham ideais, espírito, missão”. A eles o incentivo de vier este Ano “como uma graça que pode tornar-vos mais conscientes do dom recebido”, que deve ser celebrado com toda a “família”. “Em algumas ocasiões – escreve o Santo Padre – quando os consagrados de vários institutos se reunirem, tentem participar também vocês, como expressão do único dom de Deus”, de modo que “se enriqueçam e se apoiem reciprocamente”.

O Sucessor de Pedro, em seguida, fala a todo o povo cristão para que “tome sempre mais consciência do dom que é a presença de tantos consagrados e consagradas, herdeiros de grandes santos que fazem a história do cristianismo”: “O que seria da Igreja sem São Bento e São Basílio, sem Santo Agostinho e São Bernardo, sem São Francisco e Santo Domingos, sem Santo Inácio de Loyola e Santa Teresa D’Avila, sem Santa Angela Merici e São Vicente de Paula? O elenco seria quase infinito, até São João Bosco, à beata Teresa de Calcutá”.

Este ano deve ser, portanto, uma oportunidade para expressar gratidão pelos “dons recebidos e ainda a receber” graças à santidade dos Fundadores, e para reunir-nos em torno das pessoas consagradas, “para alegrar-nos com elas, compartilhar as suas dificuldades, colaborar com elas”. “Mostrem-lhes o afeto e o calor de todo o povo cristão”, recomenda o Papa.

Destaca também a ligação entre família e vida consagrada, ambas “vocações portadoras de riqueza e graça para todos”, espaços de “humanização” e “evangelização”. Com humildade, se dirige aos membros de fraternidades e comunidades pertencentes à Igrejas de tradições diversas daquela católica, que incentiva calorosamente a participar das iniciativas propostas pela Congregação para os Institutos de vida consagrada para que “cresça o conhecimento mútuo, a estima, a colaboração recíproca, de modo que o ecumenismo da vida consagrada seja de ajuda ao amplo caminho rumo à unidade entre todas as Igrejas”.

Duas palavras, por fim, aos irmãos no episcopado: “Que este ano seja uma oportunidade de acolher cordialmente e com alegria a vida consagrada como um capital espiritual que contribua ao bem de todo o corpo de Cristo e não só das famílias religiosas”, escreve o Santo Padre.

Conclui, portanto, exortando os pastores das Igrejas particulares “a uma solicitude especial” na promoção dos diversos carismas, tanto aqueles históricos quanto os novos, “apoiando, animando, ajudando no discernimento, aproximando-os com ternura e amor às situações de sofrimento e de debilidade nas quais possam encontrar-se alguns consagrados”. Tudo para que “a beleza e a santidade” da vida consagrada possam resplandecer em toda a Igreja.

Paz e Bem!

Fonte: ROMA, 28 de Novembro de 2014 (Zenit.org)

Clássicos da Mística Franciscana

Etiquetas

,

OS OLHOS DA CONTEMPLAÇÃO rosto-de-jesus

Uma das coisas que mais vos agradam, e mais tocam o vosso coração, é haver olhos que Vos saibam contemplar. Dai-me Senhor, esses olhos para Vos contemplar.

Olhos de pomba: simples, puros e recatados. Olhos devotos e compassivos. Olhos atentos e discretos, para compreender a vossa vontade e cumpri-la. E quando, com esses olhos Vos contemplar, Senhor, dignai-Vos olhar para mim com aquele olhar, que dirigistes a São Pedro, quando fizestes chorar o seu pecado. Olhai-me com aquele olhar que dirigistes ao filho pródigo, quando saístes ao encontro. E lhe destes um beijo! Senhor, com aquele olhar que dirigistes ao publicano, quando ele ousava levantar os olhos para o céu. Com aqueles olhos que voltastes a Madalena quando ela Vos lavava os pés com as lágrimas e os enxugava com os cabelos.

Senhor, dirigi a mim aquele olhar que dirigistes à Esposa dos Cantares, quando lhes dissestes: – És bela, minha amiga, és bela. Teus olhos são de pomba. Para que, agradando-Vos do olhar e da formosura da minha alma, lhe deis aquelas virtudes e graças, com as quais ela sempre Vos parecerá formosa.

Paz e Bem!

(São Pedro de Alcântara, do “Tratado da Oração e da Meditação”).

Leitura Bíblica Lc 22,54-62

FONTE: Cadernos Franciscanos, ano XVIII – 1992- Nº2 FASC.104, Cinco Minutos Diários Com Deus, pag 8. Seleção e tradução de textos por Frei Urbano Plentz

Confraternização dos Benfeitores

Etiquetas

, ,

Benfeitores de Piripiri PI

Começam as confraternizações dos núcleos dos Benfeitores Franciscanos de nossa Província de Nossa Senhora da Assunção. Nossa gratidão a todas as famílias, colaboradores e voluntários das mais variadas iniciativas em prol das vocações religiosas para o futuro das missões franciscanas de nossa Provincia no MA/PI.

Que Deus abençoe a todos com muitas graças e, manifestamos nosso desejo, que estes momentos sejam para renovar nosso compromisso de fé e esperança em Cristo Jesus que chama a todos nós a vivermos com alegria nossa vocação em nossa Igreja como irmãos e irmãs Menores a exemplo de São Francisco e Santa Clara.

Boas Festas a todos e um feliz tempo de Advento.

Paz e Bem! Fr Bernardo, OFM

Dois compromissos para viver intensamente

Etiquetas

,

Parece-me que, para viver intensamente, podemos assumir dois compromissos.

Vitral de Taizé

- O primeiro: renovar todas as manhãs a nossa confiança em Deus. Acolher a vida que ele nos dá. Lembrarmo-nos de que o próprio Cristo confia em nós, que ele olha para cada um e cada uma de nós com amor, que a sua presença é mais forte que o mal e mesmo mais profunda que os nossos sofrimentos.

- Um outro compromisso para viver intensamente pode ser este: estarmos atentos aos que vamos encontrando. Despertar em nós a sensibilidade pela beleza da criação vai ajudar-nos. Em cada encontro há um apelo que nos é dirigido: trata-se de discernir, por trás das palavras e dos gestos, as coisas a que os outros nos chamam.

Paz e Bem!

Ir Alois da Comunidade de Taizé, França

Fonte: Site de Taizé

O Papa em Estrasburgo: “Que a pessoa seja o centro e não a economia”

Etiquetas

, ,

Papa Francisco no Parlamento Europeu IV

Por Sergio Mora, Rocio Lancho García, Zenit

O Santo Padre Francisco, em Estrasburgo, fez a viagem papal mais curta da história. No total, esteve menos de quatro horas na cidade francesa.

Após o desembarque, às 10h, o Papa foi transferido de carro para a sede do Parlamento Europeu, onde foi recebido pelo presidente Martin Schulz. Ali também havia uma multidão que o esperava, emocionada e com hinos ao Papas. Também alguns funcionários curiosos se aproximaram às janelas para presenciar a chegada do Santo Padre e imortalizar o momento tirando fotos com os telefones celulares.

Depois de ouvir os hinos, o do Vaticano, e o da União Europeia, tocados pela banda militar francesa enquanto a bandeira do Vaticano era içada, o Papa dirigiu-se de carro à entrada de honra do Parlamento: Espace Mariana de Pineda. Aqui foram apresentadas as duas delegações, dos 14 membros do Bureau do Parlamento e dos 8 presidentes dos grupos políticos da Assembleia.

Papa Francisco no Parlamento EuropeuEntre os cumprimentos do Papa aos presentes que estavam nos corredores, Francisco reecontrou-se com a anciã Elma Scmidt, a proprietária da casa que o hospedou em 1986 na Alemanha. Momento em que nenhum dos dois escondeu a emoção e a alegria. Enquanto caminhavam pelo Parlamento, foi possível escutar o Santo Padre falando algumas frases em alemão com o presidente Schulz.

Depois de algumas fotografias, Francisco assinou o livro de Ouro, trocou os presentes e finalmente o Papa se reuniu com o presidente Schulz, na presença de algumas autoridades políticas e eclesiásticas. O pontífice argentino deu um mosaico ao Europarlamento, com uma pomba da paz.

Às 11h15, o papa Francisco entrou no hemiciclo para a Sessão solene do Parlamento Europeu. Depois do discurso de Martin Schulz, o Papa pronunciou seu discurso, que foi interrompido várias vezes por aplausos.

Que a Europa gire ao redor da pessoa e não da economia

Em seu discurso, o Papa convidou os eurodeputados a “construir juntos a Europa, que não gire em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, dos valores inalienáveis”. Uma Europa “que abrace com coragem seu passado e olhe com confiança o seu futuro para viver plenamente e com esperança o seu presente”.

O Papa destacou que “o ser humano corre o risco de ser reduzido a uma mera engrenagem de um mecanismo que o trate como um simples bem de consumo para ser utilizado, de forma que – lamentavelmente o percebemos muitas vezes – quando a vida já não serve para tal mecanismo ela é descartada sem muitos cuidados, como no caso dos doentes terminais, dos anciãos abandonados e sem atenções, ou das crianças assassinadas antes de nascer”.

As raízes cristãs da Europa

Papa Francisco no Parlamento Europeu IIIConsiderou fundamental “o patrimônio que o cristianismo deixou” o que não constitui uma ameaça para a laicidade dos Estados e para a independência das instituições da União”. E que graças “às próprias raízes religiosas”, pode defender-se melhor de “tantos extremismos que se expandem no mundo atual, também por causa do grande vazio no âmbito dos ideais”, porque “é justamente este esquecimento de Deus, em vez da sua glorificação, o que gera a violência”.

Perseguição religiosa

Pediu também para não esquecer-se das “várias injustiças e perseguições que sofrem diariamente as minorias religiosas, e especialmente cristãs, em várias partes do mundo”.

Investir na família e na educação

“Dar esperança à Europa não significa só reconhecer a centralidade da pessoa humana, mas implica também favorecer as suas qualidades”. Por esta razão, é preciso “investir nela e em todos os âmbitos nos quais os seus talentos se formam e dão fruto”, disse.

“A primeira área – indicó Francisco – é certamente a da educação, começando da família, célula fundamental e elemento precioso de toda a sociedade”.

Defender a criação

O Pontífice também entrou na questão da defesa da criação: “Europa sempre esteve na vanguarda de um compromisso louvável em favor da ecologia”, esclarecendo que os homens são “guardiães, mas não proprietários”.

Trabalho

Sobre o trabalho lembrou que “é hora de promover as políticas de emprego, mas é necessário, acima de tudo, voltar a dar dignidade ao trabalho”, que “não se dirija à exploração das pessoas, mas a garantir, através do trabalho, a possibilidade de construir uma família e de educar os filhos”.

Migração

“Não podemos tolerar que o mar Mediterrâneo se transforme em um grande cemitério”, disse o Santo Padre, e pediu “legislações adequadas que sejam capazes de proteger os direitos dos cidadãos europeus e de garantir ao mesmo tempo a acolhida aos imigrantes”.

Além disso, indicou que “a consciência da própria identidade é essencial nas relações com os outros países vizinhos”, particularmente com aqueles que “sofrem por causa de conflitos internos e por causa da pressão do fundamentalismo religioso e do terrorismo internacional”.

Dois mil anos unem a Europa ao cristianismo e concluiu afirmando que “dois mil anos de história unem a Europa e o cristianismo. Uma história em que não faltaram conflitos e erros, mas sempre animada pelo desejo de construir para o bem”.

Portanto, convidou a “promover uma Europa protagonista, transmissora de ciência, arte, música, valores humanos e também de fé. A Europa que contempla o céu e persegue ideais; a Europa que olha, defende, e protege o homem; a Europa que caminha sobre a terra segura e firme, precioso dom de referência para toda a humanidade”.

Leia o discurso completo do Papa Francisco

Fonte: ROMA, 25 de Novembro de 2014 (Zenit.org)

Dar tudo para tudo receber

Etiquetas

, ,

Dar tudo para tudo receber

Deus não associou a salvação à ciência, à inteligência, à riqueza, a uma longa experiência, a dons raros que nem todos receberam. Ligou-a àquilo que está ao alcance de todos, de absolutamente todos, dos jovens e dos velhos, dos seres humanos de todas as idades e classes, com todo o tipo de inteligência e fortuna.

Associou-a àquilo que todos, absolutamente todos, Lhe podem dar, àquilo que todo o ser humano, seja quem for, Lhe pode dar, bastando que tenha um pouco de boa vontade: um pouco de boa vontade é tudo o que é preciso para ganhar esse céu que Jesus liga à humildade, ao facto de nos fazermos pequenos, de tomarmos o último lugar, de obedecermos; que liga ainda à pobreza de espírito, à pureza de coração, ao amor da justiça, ao espírito da paz, etc (Mt 5,3ss).

Tenhamos esperança, uma vez que através da misericórdia de Deus a salvação está tão próxima de nós, que nos basta0 apenas um pouco de boa vontade para a obter.

Paz e Bem!

Fonte: Bem-aventurado Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara Meditações sobre as passagens dos santos evangelhos relativos a quinze virtudes, nº 69

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 502 outros seguidores